Mostrando postagens com marcador iscasvivas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador iscasvivas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de setembro de 2011

mussum

Desde pequeno conheço este peixe como enguia ou enguila! É um peixe muito, mas muito escorregaiu, é quase impossivel segura-lo! Ficam em meio a vegetação rasteira da margem dos rios ou lagos! Eles conseguem nadar para traz exatamente como nadam para frente! Coletei este peixe esse fim de semana, tirei as fotos e o soltei novamente, junto com os camarões!!










tuvira


tuvira.gif
Nome Popular:
Tuvira.
Nome Científico:
Gymnotus carapo .
Ocorrência:
Todo território nacional.
COMENTÁRIOS:
Espécie de característica muito curiosas. É “peixe-elétrico” pela capacidade de produzir pequenas descargas utilizadas na captura de presas e possui respiração aérea, o que aumenta sua capacidade de sobrevivência. Alimenta-se principalmente de insetos aquáticos e durante a noite, podendo atingir tamanhos ao redor dos 80cm. de comprimento. Sua importância na pesca esportiva é na utilização como isca para os grandes bagres. Ocorre abundantemente no Pantanal Matogrossense, bacia do São Francisco onde é chamada de sarapó e no Cento-oeste.
Características:
Sem nadadeiras dorsal e ventral e com a anal muito longa, estendendo-se por quase toda a face ventral. Tem o corpo afilado posteriormente, com escamas ausentes ou quase imperceptíveis, e orifício anal localizado sob a cabeça. Alimenta-se de pequenos vermes, lodo e plâncton.
Pesca:
Muito utilizada como isca para pintados, dourados, barbados, palmito. Habitam rios e lagos de águas paradas que tenham muita vegetação.
Outros Nomes:
juvira, ituí, peixe-espada, sarapó.

minhocuçu


 Eu tive a sorte de ter crescido numa cidade do interior de Minas, e tendo parentes fazendeiros, com meus nove a dez anos comecei  a experimentar a satisfação de pescar  lambaris, bagres, mandis ... e...  minhocas. 

Minhocuçu

 Eu tive a sorte de ter crescido numa cidade do interior de Minas, e tendo parentes fazendeiros, com meus nove a dez anos comecei  a experimentar a satisfação de pescar  lambaris, bagres, mandis e piaus com varinhas de bambu ou cana-da-índia, linhas de algodão (e depois, de náilon), chumbadas improvisadas, anzóis comprados a granel em armazéns e...  minhocas. 
As minhocas que nós usávamos eram de dois tipos:  umas minhocas moles, de cor clara e lentas, de pouco movimento;  e as famosas minhocas de argola, ou puladeiras, que são maiores e muito espertas,  e eram as preferidas dos peixes. A gente mesmo arrancava as minhocas, na horta da fazenda, e improvisava um “minhoqueiro” com uma latinha de extrato de tomate e uma alça de arame. Essas minhocas de primeiras pescarias tinham no máximo um palmo de comprimento.

Quando me mudei para Belo Horizonte vi pela primeira vez, à venda numa loja de pesca, o famoso minhocuçu. Não podia então imaginar que essa espécie de minhoca viria a ampliar e multiplicar minhas aventuras de pesca,  o que me levaria a concordar com os que dizem que, quando se fala em isca natural, o minhocuçu é a isca universal. Predileto dos grandes bagres, como o jaú e os surubins, essa minhoca gigante (atinge até um metro de comprimento) praticamente serve para a pesca de todos os peixes esportivos de água doce do Brasil.  Já pesquei com minhocuçu e vi pescarem, entre outros, os seguintes peixes:   dourado, pacu, traíra, jaú, pintado, cachara, pirarara, piau, piapara, piauçu, pirapitinga, tambaqui, matrinxã,  mandi, palmito, bico de pato, jurupoca, corvina, tabarana, barbado, cuiu-cuiu,  armau,  serrudo,  e tantos outros que mostram a eficiência dessa isca.

O minhocuçu tem para o pescador esportivo as seguintes vantagens:  seu diâmetro, de cerca de um e meio a dois centímetros, é bastante para disfarçar o anzol e eventualmente cobrir o empate de aço;  é uma isca natural de textura firme que, bem cuidada, sobrevive facilmente ao período de duração da pescaria;  e, principalmente, essa minhoca tem um atrativo natural incomum para os peixes, o que explica o seu uso quase universal, embora sua ocorrência se limite a uma região de Minas Gerais.

Pesquisas sobre esse anelídeo gigante (mais complicado é o nome científico: Rhinodrilus alatus) confirmam que sua existência se limita à região de cerrado compreendida por um triângulo formado pelo rio São Francisco e seu afluente das Velhas, cuja base ao sul está nos municípios de Prudente de Morais, Sete Lagoas, Inhaúma, Maravilhas, Papagaio e Pompéu, indo até Lassance, quase no vértice do triângulo. Entretanto, as maiores áreas de ocorrência estão nos municípios de Sete Lagoas e Paraopeba, onde se concentram também os extratores e comerciantes.

A exploração (e comércio) do minhocuçu é uma ocupação que hoje é a única atividade para milhares de pessoas, fonte de sustento para outras tantas famílias. Entretanto, essa atividade tem gerado conflitos entre extratores e proprietários de terras, em função de invasões de propriedades, revolvimento dos solos, e uso do fogo para limpar os locais de extração.   Além desses problemas,  a legislação atual, tanto federal como estadual, considera crime a extração, comércio e transporte de espécies da fauna silvestre,  e o minhocuçu chegou a ser considerado como espécie ameaçada de extinção, estando atualmente classificado na categoria “em perigo”.

Soubemos que está em desenvolvimento um “Projeto Minhocuçu”, que objetiva o uso sustentável dessa minhoca gigante,  através de um processo de manejo adaptativo, que vincula a pesquisa científica à ação efetiva junto aos diversos envolvidos. Estamos torcendo para que se encontre o “caminho do meio”, de modo a proteger esse animal e ainda manter a disponibilidade dessa isca tão apreciada pelos peixes e, também, pelos pescadores.