iscas vivas
terça-feira, 27 de setembro de 2011
beta
Origem: Tailândia - nos arrozais Características: tido como peixe de briga, os machos brigam constantemente por domínio, levando até a morte. Se um aquário tiver apenas um macho, podem ser mantidas várias fêmeas juntas. Peculiaridade: Os bettas podem respirar ar, devido a um órgão que possuem, chamado de labirinto, que permite que retirem oxigênio do ar para respirar. Alimentação Deve ser composta por 45 a 48% de proteína, além de vitaminas e minerais balanceadis. Verificar a composição na hora de comprar as rações. O betta deve ser alimentado de 2 a 3 vezes ao dia, comp equenas quantidades de ração, durante 5 minutos. Uma vez por semana, dê artêmias ou Bloadwarms congeladas. É fundamental para o perfeito funcionamento do aparelho digestivo do betta. Caso vai viajar nos finais de semana, é melhor deixar o peixe sem comida do que encher o aquário de besteiras. Por uns 4 dias antes da viagem, dê ao seu betta artemias vivas ou bloadwarms e ração, além de vitamina C. Esta dieta fortalece as reservas do peixe. Na véspera, troque a água da betteira e ponha-a em um lugar iluminado, desde que sem a luz direta do sol. Troque a água da betteira uma vez por semana. O ideal é de 3 em 3 dias, para evitar o ataque de bactérias na cauda do betta. A água deve ser desclorada e descansada. Cuidado com o cloro. A temperatura deve ser de 25 a 27 graus, especialmente no inverno, quando deve ser utilizado um aquecedor apropriado. Com a alta na temperatura do peixe, o seu metabolismo aumenta e previne contra o aparecimento de doenças. Reprodução O casal escolhido deve ter um macho que se arme todo ao ver a fêmea que deve ser gordinha e com o seu oviduto a mostra. Deixe o casal no aquário e se o macho terminar um ninho de bolhas e a fêmea der o sinal de aceitação (aparecem listras verticais no seu corpo), solte a fêmea e deixe o casal se conhecer. Veririque se a fêmea está apanhando muito ou se estão ocorrendo os abraços. No final da desov a fêmea deverá estar magrinha. Retire-a e deixe o macho cuidar do ninho. A eclosão dos ovos ocorrem dem 24 a 48hs e nos primeiros quatro dias eles ficam imóveis, alimentando-se do saco vitelino. A partir daí eles começarão a nadas na horizontal, hora de retirar o macho. Comece a alimentar os alevinos com infusórias ou água verde nos primeiros 3 dias. A partir do 4º dia, anterne entre micro-vermes e artemia recém eclodida de 2 a 3 vezes ao dia. partir do 6 dia coloque aeraçõo bem fraca. A partir do primeiro mês artemias vivas e Blood-Worms. A partir da terceira semana de nascimento acoluna d'água deve ser elevada 1cm ao dia até atingir 20cm. Troque sempre uma parte da água para minimizar os efeitos dos hormonios. Doenças causadas por parasitas e fungos, sintomas e tratamento. Achyla ou Saprolegnia-Fungos, manchas brancas ou tufos semelhantes a algodão. Use fungicida (exemplo: aqualife - 1 gota para 2 litros). Oodinium Pillularis- Parasita muito perigoso. Pode devastar um áquario em poucas horas. O primeiro sintoma é falta de apetite, depois a respiração torna-se ofegante ( asfixia) , os peixes vão à superfície, ficam desequilibrados. Pode haver nas escamas um brilho fraco, como veludo. Fungicida ( aqualife 2 gotas para cada 1 litro) e Parasiticida ( Labcom Ictio 1 gota para cada 2 litros). Costia - Falta de apetite, manchas esbranquiçadas , ramificações vermelhas nas nadadeiras. Fungicida ( aqualife) e parasiticida( labcom Ictio) 1 gotas para cada 2 litros. Ictio - É a doença mais comum. Pequenos pontos brancos nas nadadeiras ou em todo o corpo. nadadeiras fechadas os peixes costumam se esfregar no cascalho ou nas pedras. Parasiticida (labcom Ictio 1 gota para cada 2 litros). Doenças causadas por bactérias e vírus Nadadeiras roidas- Pode ter várias causas geralmente são bactérias. As nadadeiras ficam esbranquiçadas e se desfazem. O ph ácido favorece o seu aparecimento, neste caso, antes de iniciar o tratamento corrija o ph (elevando -o). Bactericida labcom bacter 1 cápsula para cada 25 litros. Fungos na boca- Grossa camada de fungos na boca parecida com algodão. O fungo pode estar associado à bactérias que se localizam em ferimentos. Fungicida aqualife 1 gota para cada 2 litros e bactericida labcom bacter 1 cápsula para cada 25 litros. Hidropsia (ventre volumoso)-É causada por bactérias que atacam os órgãos internos paralisando-os . Os peixes ficam barrigudos e com as escamas eriçadas. Pode ser incurável bactericida labcom bacter 1 cápsula para cada 25 litros. Tuberculose ou barriga seca- O peixe fica magro, com o ventre retraído. Pode ser causada por alimentação de má qualidade e pouco variada. O estado de debilidade do peixe pode tornar a cura difícil. Bactericida labcom bacter. Olhos inchados (pop-eye)-Pode ser causado por bactérias (tuberculose hidropsia), por fungos ( Ichthyosporidium) ou por vermes. Os sintomas é seus olhos inchados.Paraciticida e bactericida. Buraco na cabeça (hole-in-head)- Doença dos acarás. Ataca os órgãos internos, causando danos que podem ser irreversíveis. Falta de apetite . na fase final aparecem inchações e perfurações na cabeça e no corpo.Não é muito contagiosa usar bactericida. Água muito alcalina- Perda de brilho nas escamas, resperação ofegante junto à superfície. Pode haver perda de escamas. Diminuir o ph com labcom acid. Hidropsia o terror dos criadores! Hidropsia - A barriga-d'água dos peixes O que é? A Hidropsia não é uma doença, mas um conjunto de sintomas e sinais que surgem no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes, com consequências para todos os seus orgãos. Quando isto ocorre, o nivel de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui, fica aquoso. Ocorre insuficência dos rins e do coração do peixe. Ele não consegue eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam. Sobrevem lesões nas guelras, intestinos, etc. "A degeneração do coração e dos rins é causada por toxinas que podem ser de origem fermentativa, tumoral ou parasitária". Muita gente considera a hidropsia como uma doença, por isto vemos vários autores, cada um apontando uma causa. Mas ela não tem só uma causa, porque não é uma doença. É uma síndrome. A causa mais comum apontada é uma bactéria, a Pseudomonas puntacta. É uma causa importante da hidropsia infecciosa. Mas também na tuberculose, na lepidortose, em algumas viroses e até em aquários com excesso de nitratos pode ocorrer a hidropsia. Há casos em que não é possivel encontrar um agente causador. Há outras situações que em certos aspectos podem simular a hidropsia: problemas ovarianos em fêmeas e tumores malignos e benignos em certas localizações, a oclusão intestinal, gases, constipação intestinal, etc. Em quase todas as situações a alimentação errada, como dar sempre o mesmo alimento, principalmente não vitaminados, podem causar o aumento do volume do peixe ou mesmo levar a uma situação mais grave, pois com alimentação errada o peixe tem sua imunidade diminuída. Mesmo no caso da infecção por P. puntacta, esta só ocorre se o organismo estiver debilitado pelas condições de vida dele. Em todos os casos de aumento global do volume do peixe, parecendo inchado, ele deve ser imediatamente removido para um aquário hospital. A prevenção para todas as doenças é a mesma. E para todas elas a prevenção é o mais importante. Devemos sempre pensar na saúde como um equilibrio entre o hospedeiro (peixe), agente agressor (físico, químico, biológico) e o meio (água). O aquário é um sistema fechado, tem poder de autodepuração limitado. À medida que esta capacidade vai se esgotando, as condições da água vão piorando. Numa progressão, digamos, logaritmica em relação ao tempo. Até que de repente o sistema entra em colapso. A água é um solvente universal em nosso planeta. Assim, qualquer agente patogênico (que cause doença) se difunde nela com rapidez, e os peixes vivem nesse ambiente em contato direto com esses agentes. Os peixes têm um sistema imunológico que os defende de muitas agressões, mas não de todas, e principalmente não durante todo o tempo. Eles produzem excreções como fezes, urina, amônia, e nadam num meio em que isto tudo está dissolvido. À medida em que o nivel desses poluentes vai crescendo, os problemas vão aumentando. Por isto é tão importante evitar a superpopulação, fazer trocas parciais de água, a boa filtragem, a sifonação do fundo, o controle dos parâmetros fisico-químicos, etc. Pelo mesmo motivo há gente que considera inadequada a formula de 1 cm de peixe para l litro de água, pois 1 cm de um paulistinha não tem o mesmo significado de 1 cm de um acará ou de um kinguio. Melhor seria se o cálculo fosse feito pela relação peso do peixe/litro de agua, tipo 1 g de peixe para 3 ou mais litros de água. | |||||
mussum
Desde pequeno conheço este peixe como enguia ou enguila! É um peixe muito, mas muito escorregaiu, é quase impossivel segura-lo! Ficam em meio a vegetação rasteira da margem dos rios ou lagos! Eles conseguem nadar para traz exatamente como nadam para frente! Coletei este peixe esse fim de semana, tirei as fotos e o soltei novamente, junto com os camarões!!





tuvira
Nome Popular:
Tuvira.
Tuvira.
Nome Científico:
Gymnotus carapo .
Gymnotus carapo .
Ocorrência:
Todo território nacional.
Todo território nacional.
COMENTÁRIOS:
Espécie de característica muito curiosas. É “peixe-elétrico” pela capacidade de produzir pequenas descargas utilizadas na captura de presas e possui respiração aérea, o que aumenta sua capacidade de sobrevivência. Alimenta-se principalmente de insetos aquáticos e durante a noite, podendo atingir tamanhos ao redor dos 80cm. de comprimento. Sua importância na pesca esportiva é na utilização como isca para os grandes bagres. Ocorre abundantemente no Pantanal Matogrossense, bacia do São Francisco onde é chamada de sarapó e no Cento-oeste.
Espécie de característica muito curiosas. É “peixe-elétrico” pela capacidade de produzir pequenas descargas utilizadas na captura de presas e possui respiração aérea, o que aumenta sua capacidade de sobrevivência. Alimenta-se principalmente de insetos aquáticos e durante a noite, podendo atingir tamanhos ao redor dos 80cm. de comprimento. Sua importância na pesca esportiva é na utilização como isca para os grandes bagres. Ocorre abundantemente no Pantanal Matogrossense, bacia do São Francisco onde é chamada de sarapó e no Cento-oeste.
Características:
Sem nadadeiras dorsal e ventral e com a anal muito longa, estendendo-se por quase toda a face ventral. Tem o corpo afilado posteriormente, com escamas ausentes ou quase imperceptíveis, e orifício anal localizado sob a cabeça. Alimenta-se de pequenos vermes, lodo e plâncton.
Sem nadadeiras dorsal e ventral e com a anal muito longa, estendendo-se por quase toda a face ventral. Tem o corpo afilado posteriormente, com escamas ausentes ou quase imperceptíveis, e orifício anal localizado sob a cabeça. Alimenta-se de pequenos vermes, lodo e plâncton.
Pesca:
Muito utilizada como isca para pintados, dourados, barbados, palmito. Habitam rios e lagos de águas paradas que tenham muita vegetação.
Muito utilizada como isca para pintados, dourados, barbados, palmito. Habitam rios e lagos de águas paradas que tenham muita vegetação.
Outros Nomes:
juvira, ituí, peixe-espada, sarapó.
juvira, ituí, peixe-espada, sarapó.
minhocuçu
Eu tive a sorte de ter crescido numa cidade do interior de Minas, e tendo parentes fazendeiros, com meus nove a dez anos comecei a experimentar a satisfação de pescar lambaris, bagres, mandis ... e... minhocas.
Eu tive a sorte de ter crescido numa cidade do interior de Minas, e tendo parentes fazendeiros, com meus nove a dez anos comecei a experimentar a satisfação de pescar lambaris, bagres, mandis e piaus com varinhas de bambu ou cana-da-índia, linhas de algodão (e depois, de náilon), chumbadas improvisadas, anzóis comprados a granel em armazéns e... minhocas.
As minhocas que nós usávamos eram de dois tipos: umas minhocas moles, de cor clara e lentas, de pouco movimento; e as famosas minhocas de argola, ou puladeiras, que são maiores e muito espertas, e eram as preferidas dos peixes. A gente mesmo arrancava as minhocas, na horta da fazenda, e improvisava um “minhoqueiro” com uma latinha de extrato de tomate e uma alça de arame. Essas minhocas de primeiras pescarias tinham no máximo um palmo de comprimento.
Quando me mudei para Belo Horizonte vi pela primeira vez, à venda numa loja de pesca, o famoso minhocuçu. Não podia então imaginar que essa espécie de minhoca viria a ampliar e multiplicar minhas aventuras de pesca, o que me levaria a concordar com os que dizem que, quando se fala em isca natural, o minhocuçu é a isca universal. Predileto dos grandes bagres, como o jaú e os surubins, essa minhoca gigante (atinge até um metro de comprimento) praticamente serve para a pesca de todos os peixes esportivos de água doce do Brasil. Já pesquei com minhocuçu e vi pescarem, entre outros, os seguintes peixes: dourado, pacu, traíra, jaú, pintado, cachara, pirarara, piau, piapara, piauçu, pirapitinga, tambaqui, matrinxã, mandi, palmito, bico de pato, jurupoca, corvina, tabarana, barbado, cuiu-cuiu, armau, serrudo, e tantos outros que mostram a eficiência dessa isca.
O minhocuçu tem para o pescador esportivo as seguintes vantagens: seu diâmetro, de cerca de um e meio a dois centímetros, é bastante para disfarçar o anzol e eventualmente cobrir o empate de aço; é uma isca natural de textura firme que, bem cuidada, sobrevive facilmente ao período de duração da pescaria; e, principalmente, essa minhoca tem um atrativo natural incomum para os peixes, o que explica o seu uso quase universal, embora sua ocorrência se limite a uma região de Minas Gerais.
Pesquisas sobre esse anelídeo gigante (mais complicado é o nome científico: Rhinodrilus alatus) confirmam que sua existência se limita à região de cerrado compreendida por um triângulo formado pelo rio São Francisco e seu afluente das Velhas, cuja base ao sul está nos municípios de Prudente de Morais, Sete Lagoas, Inhaúma, Maravilhas, Papagaio e Pompéu, indo até Lassance, quase no vértice do triângulo. Entretanto, as maiores áreas de ocorrência estão nos municípios de Sete Lagoas e Paraopeba, onde se concentram também os extratores e comerciantes.
A exploração (e comércio) do minhocuçu é uma ocupação que hoje é a única atividade para milhares de pessoas, fonte de sustento para outras tantas famílias. Entretanto, essa atividade tem gerado conflitos entre extratores e proprietários de terras, em função de invasões de propriedades, revolvimento dos solos, e uso do fogo para limpar os locais de extração. Além desses problemas, a legislação atual, tanto federal como estadual, considera crime a extração, comércio e transporte de espécies da fauna silvestre, e o minhocuçu chegou a ser considerado como espécie ameaçada de extinção, estando atualmente classificado na categoria “em perigo”.
Soubemos que está em desenvolvimento um “Projeto Minhocuçu”, que objetiva o uso sustentável dessa minhoca gigante, através de um processo de manejo adaptativo, que vincula a pesquisa científica à ação efetiva junto aos diversos envolvidos. Estamos torcendo para que se encontre o “caminho do meio”, de modo a proteger esse animal e ainda manter a disponibilidade dessa isca tão apreciada pelos peixes e, também, pelos pescadores.
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